sábado, 15 de dezembro de 2007

Persuasão.

-Mas por que não?
-Por que não e ponto! Já disse que saco.
-Mas vai ser divertido!
-Não, não vai!
-Como você sabe?
-Da mesma forma que você sabe que vai ser divertido, não sei, mas acho.
-Se você não arriscar nunca vai saber...
-Eu sobrevivo.
-Ah vai diz que siiiim
-Não.
-Vai dizer não pra essa carinha?
-Sim.
-Viu disse que sim!
-É, mas pra outra pergunta.
-Ah que saco você nunca quer fazer nada do que eu quero.
-Deve ser por que eu sou normal!
-Você é uma chata isso sim.
-Chata é você. Gorda.
-EU NAO SOU GORDA!
-Se não fosse não se preocupava com o que eu digo.
-Nada haver.
-É por isso que você não quer ir! Você está se achando gorda que bobagem!
-EU NAO ESTOU GORDA!
-Então vamos e prove isso a todos.
-Espera eu me vestir?
-15 minutos.
-Feito, já volto.

Sem saco para título.

E foi quando eu parei de me preocupar com o que os outros pensavam sobre mim e o mundo que eu percebi quanto tempo eu tinha desperdiçado querendo ser notada, foi assim, querendo passar despercebida, que eu me destaquei pra mim mesma.
E não me importava mais a quem agradava , e sim se me agradava , ganhei confiança, mudei meu estilo, troquei meus amigos, e soube pedir desculpas aos que mereciam.
Aprendi que aprender não é nenhuma vergonha, e quem demonstra que sabe tudo não sabe nada, por que na condição de pessoas sempre estamos aptos a aprender - ainda que admitir que não saibamos sempre é incomodo.
E é por ai que vou aprendendo que vergonha é ter vergonha, por que de ser feliz, não se deve se envergonhar, por que dançar na chuva com seus amigos e cair no chão fazem parte da felicidade, amizades não sobrevivem de aparência, e isso não é vergonha, e sim fato.
A se todo mundo soltasse as amarras e fosse com a gente se tacar na piscina da vida de roupa e tudo, sem medo de ficar transparente e mostrar quem nós realmente somos ao mundo, mostrar por que não se tem o que esconder, e se tem, ah ai é outra historia.
O que? Pensou que eu era perfeita?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Futilidade.




Cortei meu cabelo, na altura do ombro mais ou menos, adorei o resultado e -quase- todo mundo também, quanto aos que não gostaram, não posso fazer nada, eu estou muito satisfeita.
Ontem vieram me dizer que meu corte vai ser moda no verão, não cortei com esse objetivo, de forma alguma, até por que, admito que ano meio desatualizada com a moda, mas não vou negar que gostei da noticia.
Não que eu seja uma dessas pessoas que fazem do "estar na moda” um objetivo de vida, mas gosto, na maioria das vezes seguir o que dá, e sim, algumas coisas não dão - tente por uma menina de menos de 1,60m, num vestido curto balonê, fica ridículo, é eu já tentei.
Já fui classificada como fútil por gostar de ser arrumadela, e não gostei nem um pouco do que ouvi, partindo da premissa de quem falou não ser fútil é não se preocupar com o que você veste, com como está seu cabelo, ou com maquiagem. Sendo assim sou fútil irrevogavelmente.
Porem esse não é meu conselho de futilidade. Fúteis não são apenas mulheres com preocupação com aparência, mas sim pessoas - indiferentemente de sexo-que se limitam ao seu mundo, onde ai sim, no caso, existe apenas, moda e fofoca. Não que eu não fosse parar pra ler uma manchete tão chocante como “morre cãozinho de Paris Hilton", mas posso fazê-lo sem ignorar que o Haiti está em guerra civil ou que nossos políticos estão nos roubando - de novo.
Ser fútil é ser frívolo, e isso indefere do que você se veste isso se relaciona a como você age, existem claros exemplos de pessoas fúteis que se vestem assaz mal, assim como pessoas que se vestem bem e são ícones de inteligência e destreza.
Não julgue um livro pela capa, tão quanto se limite ao seu conteúdo.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Bom dia !

Sabado, 08:08 am.
Bom Dia !
(esperavam o que ? uma salva de palmas ?)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

O banco.

Os nomes foram trocados para manter a privacidade dos envolvidos.
Ta mentira, não lembro do nome da atendente mesmo.
Triiiiiiiiiiiiiin
-boa tarde, aqui é a Laura (?) do banco Itaú, poderia estar falado com a senhora Maria Natalia?
-desculpe, mas ela faleceu há 16 anos. (ela é minha avó.).
-ah sim, então posso falar com o senhor Roberto Dias?
-não.
-...?
-ele esta doente e acamado.
-ah sim, então posso falar com a sua mãe?
-não.
-...?
-ela está no trabalho.
-seu pai?
-não.
-...?
-não vou explicar esse.
-ah... Então algum responsável.
(suspiro)
-Laura, ninguém quer abrir uma conta, nem ganhar um cartão de credito.
- e uma viagem?
- boa tarde
Tu tu tu .

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O título.

"Olha as ferias dessa menina devem estar muito chatas, duas postagens em dois dias e ainda de manha?! Isso por que ela disse que deveria diminuir a freqüência. To vendo”.
Não, na verdade não, mas a maioria dos meus programas é à tarde -por que eu sou uma das poucas que acorda antes de uma hora da tarde- e não importa a hora que eu durma. Dez e meia no Maximo eu to de pé.
Mas atendo-me ao assunto proposto - que seria minha mudança, diga-se de passagem, mas que foi mudado neste instante - resolvi falar do titulo de tudo que eu escrevo.
Nunca fui uma boa aluna de redação, se a media pra passar fosse quatro, arrumava quatro, se fosse seis era essa mesmo, e nenhuma professora esperava mais do que isso, já era comum, e esse ano começou seguindo pelo mesmo caminho, mas por sorte peguei uma excelente professora, que, alem de ser boa e confiar na minha capacidade - se é que ela existe - me deu uma aula sobre títulos!Ok, ela nos disse que titulo se coloca depois da redação, mas não foi meu caso, descobri que se eu ponho um titulo e me prendo a dizer o que meu titulo se propôs eu desenvolvo muito melhor.
É como se eu tivesse delimitado minhas margens sobre o que escrever, eu não fujo do assunto por que eu já estou comprometida com uma proposta minha.
Depois que me assumi com minha preferência por títulos, descobri que ela não é de agora, já que também sempre gostei de significados de nomes, afinal nomes são nossos títulos, e você provavelmente nunca pensou nisso ou está me achando maluca.
Tudo bem.
De um tempo pra cá minha vida ganhou titulo, nome, sobrenome e capítulos, e como sempre minha maior dificuldade é fundamentar o desenvolvimento, mas no final, eu até que me dou bem em conclusão.
Bom dia!*até o final das férias eu falo sobre mudança.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Luzes da praia.


Quando chega o natal a primeira coisa que quero é ver a praia com suas arvores todas abarcadas de luzinhas de natal - aquele pisca-pisca amarelo. Não só pela cena ser linda, mas por que o ambiente, para mim, é mágico.
Se existe espírito de natal, aquele o é para mim, me remete a minha infância e a associações, ver as luzinhas da praia me dizia que estava chegando "o dia do papai Noel", eu ganharia presentes e iria para o rio, onde toda minha família estaria reunida, teria muita comida e todos estariam felizes, aquelas luzinhas eram meu aviso: chegou o natal.
Hoje em dia ainda ganho presentes, mas não acredito mais em papai Noel, tampouco minha família se reúne no rio, estamos mais afastados, mas fragmentados, tempo, distancia, brigas, doenças, separações, tudo isso acaba pesando, e sei que não é só na minha família e sou resignada com isso, no entanto nada disso fez aquelas luzinhas perderem o encanto.
E é quando eu as vejo, geralmente no inicio de dezembro, que eu tenho a certeza, chegou o natal, e que mesmo que não sejam como os da minha primeira infância, terão sua magia, por que assim como as luzinhas, o amor natalino sempre reacende, ainda que dure somente uma semana - se muito um mês.
Esse ano ainda não acendeu as luzes na praia, também não se acendeu meu espírito natalino, mas eu sigo forme e forte na expectativa, e quando se ascenderem eu juro que eu deixo uma notinha, pois só nesse dia desejarei "feliz natal!".
Por enquanto "boas compras".

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Sobre expectativas.

Ah as férias
Hoje é oficialmente meu primeiro dia de férias
Ainda não recebi minhas notas finais, mas elas não fazem diferença, já entrei nesse período aprovada, e de fato esse foi um bom ano escolar.
Não foi só um bom ano escolar, foi também um bom ano, poucas brigas, as amizades e um namoro perfeito, é eu tenho quase tudo que uma menina da minha idade podia querer.
Mas vou admitir que as férias me assustam um pouquinho.
Vou explicar pra não parecer "a doida que não gosta de ferias", não é isso, contei os segundos para elas, mas férias significam fim de ano, e isso sempre me geram expectativas, como vai ser o que vai acontecer, será que vai ser tão bom?
Ano que vem é terceiro ano, muito estudo, pouco lazer, amigos de infância saindo do colégio, pouco tempo para manter contato, pouco tempo pra cuidar do namoro, pouco tempo pra cuidar de mim, vestibular difícil.
AHHH
Socorro!
Não quero que nada disso chegue, e quer saber? Não vou pensar em nada disso, que venham as férias, que venha o verão, que venha o carnaval e que venha o terceiro ano.
Desafios só fazem as coisas mais excitantes .
Boas férias a todos e eu espero não ter muito tempo para brincar de escritora por aqui.
So kisses.

sábado, 17 de novembro de 2007

Preludios do natal.

Papai Noel às Avessas

Carlos Drummond de Andrade

Papai Noel entrou pela porta dos fundos(no Brasil as chaminés não são praticáveis),entrou cauteloso que nem marido depois da farra.Tateando na escuridão torceu o comutadore a eletricidade bateu nas coisas resignadas,coisas que continuavam coisas no mistério do Natal.Papai Noel explorou a cozinha com olhos espertos,achou um queijo e comeu.
Depois tirou do bolso um cigarro que não quis acender.Teve medo talvez de pegar fogo nas barbas postiças(no Brasil os Papai-Noéis são todos de cara raspada)e avançou pelo corredor branco de luar.Aquele quarto é o das criançasPapai entrou compenetrado.
Os meninos dormiam sonhando outros natais muito mais lindosmas os sapatos deles estavam cheinhos de brinquedossoldados mulheres elefantes naviose um presidente de república de celulóide.
Papai Noel agachou-se e recolheu aquilo tudono interminável lenço vermelho de alcobaça.Fez a trouxa e deu o nó, mas apertou tantoque lá dentro mulheres elefantes soldados presidente brigavam por causa do aperto.
Os pequenos continuavam dormindo.Longe um galo comunicou o nascimento de Cristo.Papai Noel voltou de manso para a cozinha,apagou a luz, saiu pela porta dos fundos.
Na horta, o luar de Natal abençoava os legumes.

Carlos Drummond de Andrade é poeta da segunda fase modernista o/